Fui ao entardecer no campo.
Ofegante pela partida, desvanecida à chegada.
Deitei-me no chão por arar... E como é macio o meu estrado. Desço os dedos sobre a terra. Não me ouço e estou bem. Ao redor o barulho é intermitente. Um pouco de pássaro que volta, um pouco de cão que avisa.
Ofegante pela partida, desvanecida à chegada.
Deitei-me no chão por arar... E como é macio o meu estrado. Desço os dedos sobre a terra. Não me ouço e estou bem. Ao redor o barulho é intermitente. Um pouco de pássaro que volta, um pouco de cão que avisa.
Qual o sentido do sol?
Não o escuto, a não ser quando a areia e a água me invadem a boca.
Não o escuto, a não ser quando a areia e a água me invadem a boca.
Não o cheiro a não ser quando as espigas se espraiam pelo vento.
Não o toco, apesar de a minha mão se aquecer quando toco no teu rosto pela manhã.
Como a matéria a que dá vida mas não sei a que sabe.
Só o vejo e ainda assim não lhe chego para o definir.
Os ramos tingem-se de preto no teu adeus. Todos se resguardam.
E na tua descida lá se vai o meu último pensamento.
Não o toco, apesar de a minha mão se aquecer quando toco no teu rosto pela manhã.
Como a matéria a que dá vida mas não sei a que sabe.
Só o vejo e ainda assim não lhe chego para o definir.
Os ramos tingem-se de preto no teu adeus. Todos se resguardam.
E na tua descida lá se vai o meu último pensamento.
Amanhã falamos melhor.
...A
Á mesma hora.
ResponderEliminarPara o mesmo lugar.
Com a mesma vontade.
Com a mesma companhia.
Fui.